Sincopol se solidariza com policiais de AL injustiçados em plena pandemia

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O Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista) se solidariza com os policiais civis do Estado de Alagoas após decisão judicial que indeferiu o pedido de tutela antecipada para o fornecimento de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como álcool em gel, máscaras, luvas, materiais de limpeza e higienização em quantidade suficiente, além da dispensa de trabalho aos policiais civis do grupo de risco.

A ação foi movida pelo Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas) e o pedido liminar foi negado pelo juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima, da 17ª Vara Cível de Maceió. Para o presidente do Sincopol, Celso José Pereira, trata-se de uma clara injustiça. “A decisão do magistrado é desumana e nós descordamos totalmente dela”, disse o sindicalista.

Celso, que representa os policiais civis de mais de 50 municípios vinculados às Delegacias Seccionais de Marília, Assis, Ourinhos e Tupã, afirma que, caso necessário, o Sincopol também pode ingressar com ação similar no Estado de São Paulo. A entidade monitora as condições de trabalho em sua base e denúncias podem ser feitas por meio do email sincopol@gmail.com ou dos telefones (14) 3433-3066 e (14) 9-9854-6311.

A situação de Alagoas é mais grave ainda por se tratar de uma decisão que afeta profissionais de segurança que, junto com os da saúde pública, estão nas ruas todos os dias para proteger a sociedade no momento em que ela se encontra mais vulnerável, em razão dos procedimentos de isolamento social indispensáveis para o momento.

Especialistas e autoridades no assunto, desde o início da crise do coronavírus, apontaram dois segmentos do serviço público que não poderiam parar: a saúde, por óbvio, e a segurança.

O magistrado que negou a ação do Sindpol-AL parece desconhecer essa realidade ou simplesmente despreza a segurança pública, da qual a Polícia Civil é peça fundamental para redução da criminalidade.

A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), entidade da qual o Sincopol faz parte, também se manifestou com repúdio sobre o episódio alagoano.

“No caso de Alagoas, a situação é ainda mais preocupante na medida em que o Estado não garante insalubridade aos policiais, como também não reconhece a periculosidade a que estão submetidos, especialmente agora diante dos riscos de contágio, associados aos demais riscos inerentes ao desempenho de suas atividades profissionais, além das penosas condições laborais, extenuante carga horária, volume de trabalho e a existência de inúmeros servidores aposentados e idosos, faixas de elevado risco, desempenhando suas funções em diversas delegacias”, disse o presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez.