Sincopol protesta contra adiamento do 13º e de férias para policiais civis

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O presidente do Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista), Celso José Pereira, protesta contra a decisão do governador João Doria (PSDB) que mais uma vez prejudica o funcionalismo do Estado de São Paulo, inclusive os membros da Polícia Civil, ao adiar para dezembro o pagamento integral do 13º salário assim como o valor das férias.

Até então os profissionais recebiam parte do 13º no mês do aniversário e o valor das férias no mês escolhido para o descanso. A mudança faz parte de um plano de contenção de despesas por causa do estado de calamidade pública motivado pela pandemia do coronavírus.

Outro ponto anunciado que afeta em muito os policiais civis é a paralisação dos concursos públicos e as nomeações para cargos. Como o Sincopol denuncia há tempos, o déficit de policiais na área de atuação do sindicato – mais de 50 cidades das Delegacias Seccionais de Assis, Tupã, Ourinhos e Marílai – é enorme.

“O Governo do Estado de São Paulo reduziu em 20% o efetivo de policiais civis em nossa área de atuação entre 2013 e o final do ano passado, como comprovamos por meio de dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação. Agora os concursos e nomeações anunciados estão sem previsão”, comenta o sindicalista.

Segundo Celso, o adiamento do 13º e das férias acertam em cheio aqueles policiais que já contavam com o recurso no decorrer do ano. “A situação é de insegurança para todos e esse dinheiro vai fazer falta. Os policiais civis continuam dando suas vidas em nome da sociedade e merecem mais respeito do senhor governador”, completa Celso.Para o sindicalista a decisão arbitrária representa mais um golpe na já tão explorada categoria, que convive com os problemas de sempre: falta de infraestrutura nas delegacias, muito serviço, salário defasado pela inflação, entre outras dificuldades.