Sincopol comemora retirada de congelamento salarial do funcionalismo do ‘Plano Mansueto’

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A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), entidade da qual o Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista) faz parte, trabalhou intensamente para retirar do chamado “Plano Mansueto” o congelamento salarial dos servidores públicos estaduais por 18 meses.

A medida era colocada como contrapartida da União para socorrer os governos estaduais e foi derrubada. O Sincopol representa agentes policiais, investigadores, escrivães e outros membros da instituição que atuam em mais de 50 municípios das Delegacias Seccionais de Marília, Assis, Ourinhos e Tupã.

“Dados do Banco Central mostram que, somente desde 2014, a inflação já corroeu mais de 25% do salário dos policiais civis. Não vem sendo feita a reposição inflacionária de modo a pelo menos manter a capacidade de consumo. O arrocho salarial seria ainda maior caso nada fosse feito”, denunciou Celso.

A mudança no projeto original se deu através de emendas dos deputados federais Léo Motta (PSL-MG), Marco Betaiolli (PSD-SP), Hugo Leal (PSD-RJ) e Léo Moraes (Podemos-RO) que terminaram acatadas pelo relator do Projeto de Lei Provisória 149/19.

O presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez, atuou pessoalmente no contato com diversos parlamentares e comemorou a mudança conquistada. A entidade entende que venceu a batalha, mas não a guerra contra o ministro Paulo Guedes.

“Mais uma vez escapamos da sanha devoradora desse ministro da Economia, Paulo Guedes, que quer reduzir nosso salário, tirar nossos benefícios e acabar com o funcionalismo público. Agradeço a todos os deputados que nos ajudaram. Mas não podemos arrefecer. Passada essa pandemia, eles vão querer nos atingir novamente”, comentou Gutierrez.

Dias antes, a Cobrapol foi a público “manifestar sua indignação patriótica contra mais uma ameaça aos servidores públicos do Brasil”.

LEGENDA: Celso José Pereira, presidente do Sincopol (Foto: Divulgação)