Sincopol cobra investigação sobre vazamento de concurso da Polícia Civil

243

O presidente do Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista), Celso José Pereira, defende uma investigação rápida com punição exemplar caso seja confirmada a suspeita de fraude nos dois últimos concursos públicos para a Polícia Civil, mas argumenta que os candidatos de boa fé não sejam prejudicados. O Ministério Público de São Paulo anunciou esta semana a abertura de inquérito para apurar denúncias recebidas por meio de nove representações.

“Temos um déficit de milhares de servidores na Polícia Civil e o ritmo de concursos e vagas anunciadas não tem dado conta de diminuir o problema de forma significativa”, afirmou o sindicalista. 

“Agora, caso haja confirmação de fraude nos concursos, pode ser iniciada uma ação pela promotoria e resultar na anulação, atrasando ainda mais a nomeação de novos funcionários públicos. Os culpados têm que ser responsabilizados, mas quem prestou o concurso de forma séria, dedicou tempo e estudo, não pode ser penalizado”, completou.

De acordo com informações do Ministério Público veiculadas pela Rede Globo, existe a possibilidade de vazamento de informações a respeitos das provas. Os responsáveis pelo suposto vazamento podem responder por improbidade administrativa e ser processados criminalmente.

O promotor José Carlos Blat, responsável pelo caso, questionou o delegado-geral Ruy Ferraz Fontes a respeito de dez pontos sobre o concurso. Entre os pedidos de esclarecimento estão questões como “critérios adotados para a fase oral” e o motivo de constarem “questões relacionadas a assuntos não previstos no edital do concurso”.

O site de notícias G1 – da Rede Globo –  afirma ter obtido conversas de grupos de concurseiros no Whatsapp. “Parte dos prints acessados pela reportagem está no inquérito aberto pela promotoria. Os candidatos falam sobre o vazamento de informações pessoais dos inscritos e relatam suposto favorecimento a alguns candidatos durante a fase oral do concurso”, afirma a reportagem.

O Sincopol estima que atualmente exista um déficit de mais de 10 mil servidores públicos na Polícia Civil.

LEGENDA: Presidente do Sincopol, Celso José Pereira