Representantes do Sincopol discutem previdência em Comissão de Segurança Pública

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O Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista) esteve representado pelo presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), André Luiz Gutierrez, em audiência pública realizada na semana passada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Na reunião houve a defesa de uma reforma da Previdência que trate de forma igualitária os integrantes das diferentes forças policiais e forças armadas, conta o presidente do Sincopol, Celso José Pereira, que representa policiais civis de 50 municípios abrangidos pelas Delegacias Seccionais de Ourinhos, Tupã, Marília e Assis.

“Nosso amigo Gutierrez, como presidente da Cobrapol, defende os interesses do Sincopol em Brasília. Estamos lutando esta batalha em todas as frentes possíveis, junto ao Governo Federal, com interlocução no Congresso, participando das discussões na imprensa e articulando inclusive manifestações”, afirma Celso.

O sindicalista também já esteve em Brasília na companhia de Gutierrez para discutir a previdência policial. “Os policiais civis e membros de outras polícias apresentam um índice de mortalidade em serviço muito superior em comparação aos integrantes das forças armadas. Quem precisa de proteção são aqueles que atuam na segurança pública”, defende Celso.

Cobrapol

Durante a audiência pública Gutierrez afirmou que o policial com mais de 55 anos não vai conseguir enfrentar um criminoso de 25”. Ele acrescentou que “é grande a desmotivação diante das novas regras propostas pela atual reforma da Previdência” e questionou  “quem terá interesse de ingressar na carreira policial? Ninguém, diante da não contraprestação do Estado ao sacrifício que representa o exercício de nossa profissão”.

Gutierrez acrescentou que, pelas características da atividade policial, se busca “similaridade de tratamento com os militares, como sempre aconteceu, e isso é importantíssimo”. O presidente da Cobrapol também lembra que o Supremo Tribunal Federal decidiu que os policiais civis não podem fazer greve porque são grupos armados, como as forças armadas. “Então, na hora do ônus tem similaridade e na hora do bônus ficamos fora? Temos que corrigir isso”, assinalou.

LEGENDA: Presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez