REPRESENTANTE NACIONAL DOSPOLICIAIS CIVIS CRITICA REFORMA ADMINISTRATIVA NA CCJ

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O presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), André Luiz Gutierrez, classificou a emenda da reforma administrativa como “atentado” contra a categoria. A declaração foi dada em Audiência Pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, no último dia 7 de maio.

O evento serviu para discutir a admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional 32/2020 aconteceu. O dirigente acusou o Governo Federal de “cometer um verdadeiro atentado contra os policiais civis, retirando a principal ferramenta de atuação da policia investigativa, a sua estabilidade funcional o único meio garantidor de exercer em sua plenitude a sua atribuição funcional”.

“A quem interessa destituir o poder de investigação? Quem tem o medo não é com certeza o cidadão de bem”, assinalou, para concluir: “os senhores deputados têm a obrigação de proteger a atividade investigativa no Brasil”.

“O presidente Bolsonaro deveria garantir a estabilidade funcional das forças de segurança publica, não o fez. No texto da reforma administrativa não está inserido junto ao artigo 39-a, de forma explicita, a estabilidade funcional do policial, acredito que em nenhum país existe tamanha afronta!”, denunciou.

E prosseguiu afirmando que “a insegurança gerada por essa emenda não há precedente em nenhum país! A atividade investigativa das polícias estará totalmente comprometida, é o caos se instalando! Sem a garantia da prerrogativa de função, com a estabilidade funcional, beneficia o crime organizado, que agradece, pois enfrentará uma polícia insegura para desempenhar seu mister”.

O dirigente argumentou também que “a reforma administrativa não visa a melhoria da administração pública e sim a sua terceirização, em atendimento aos donos do capital, das instituições financeiras e sua nefasta especulação financeira. (art. 37-a)”.

“Como fica o povo, a sociedade, o brasileiro com relação a segurança pública? Ficará a segurança privada com essa obrigação? São eles que terão acesso a dados sigilosos do cidadão? qual é o comprometimento de um não servidor com tamanho acesso a dados sigilosos, e todos os outros itens de nossa infraestrutura como armas, viaturas, coletes? (art 37-a)”, voltou a perguntar aos parlamentares.

Sincopol

O Sincopol é uma das entidades que fazem parte da Cobrapol, e seu presidente Celso José Pereira alerta os filiados sobre a ameaça que a emenda da reforma administrativa representa. “Temos o Gutierrez representando de forma combativa nossa categoria em Brasília (DF), por meio da Cobrapol, mas precisamos acompanhar cada passo da tramitação desta emenda constitucional e cobrar os deputados que receberam nossos votos”, alerta o sindicalista.