POLICIAIS CIVIS AUMENTAM PRODUTIVIDADE EM MARÍLIA, ASSIS, OURINHOS E TUPÃ MESMO COM ABANDONO DO ESTADO

115

Investigadores, escrivães e demais agentes da Polícia Civil aumentaram sua produtividade nas cidades de Marília, Assis, Tupã e Ourinhos durante o primeiro semestre de 2019, mesmo com a defasagem salarial, o não pagamento de direitos como plantões e horas-extras, a falta de pessoal e mesmo de insumos e equipamentos básicos.
Em Marília foi registrado um aumento de quase 40%, entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período do ano passado, nos casos de prisões por mandado, 22% nas ocorrências de prisões efetuadas de modo geral, 13% em situações de tráfico de entorpecentes, 11% nas apreensões de menores por mandado e 5% nos casos de prisões e outros flagrantes.

Em Assis foram 251 prisões entre janeiro e julho deste ano ante 214 no primeiro semestre de 2018, ou 37 casos a mais entre um período e o outro, o que significa um aumento de 17,2%. Os números são da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e envolvem diretamente as atividades dos servidores que fazem parte do operacional da Polícia Civil.

Em Ourinhos houve um crescimento de 25% na quantidade de pessoas presas por mandado na comparação com o mesmo período de 2018, crescimento acima de 13% no número de inquéritos abertos totalizando quase 700 investigações entre janeiro e julho deste ano e ainda um aumento de 11% nas prisões em geral.

As prisões em flagrante, assim como as apreensões de menores em flagrante e por mandado, bem como casos de porte ilegal de arma e tráfico de entorpecentes, também aumentaram em Ourinhos.

Em Tupã entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período do ano passado houve um crescimento de quase 50% na quantidade de prisões por mandado em Tupã, salto de 79 para 117 ocorrências. As apreensões de infratores em flagrante aumentaram em quase 32% e as apreensões de entorpecentes em 33%.

Os números são da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e todas essas situações envolvem diretamente as atividades dos servidores que fazem parte do operacional da Polícia Civil. 

Sincopol

O presidente do Sincopol, Celso José Pereira, que representa os policiais civis das Delegacias Seccionais de Marília, Ourinhos, Assis e Tupã, afirma que os membros da categoria dão a vida pela sociedade, sacrificam sua saúde física e mental, mas não recebem o reconhecimento necessário do Estado, “com salários defasados há anos”.

“Faltam milhares de agentes policiais, investigadores, escrivães e todas as outras ocupações que de fato executam os trabalhos dentro das delegacias. E o trabalho não para de crescer. Nossa região está há anos sem nomeações e quem está na ativa está se aposentando ou de licença médica. Não há reposição. Os últimos concursos foram praticamente inúteis para Tupã e cidades próximas”, denuncia Celso.

Ele lembra que fiscalização recente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo revelou diversas delegacias da região com apenas um ou dois servidores, viaturas quebradas, armas com defeito, delegacias com infiltração e trabalho em excesso. “Os policiais civis precisam ser valorizados, para o bem da sociedade”, diz o sindicalista.