FEIPOL SUDESTE EM BRASILIA – POLICIAL CIVIL ATIVIDADE COM RISCO DE MORTE – LUTA PELO RECONHECIMENTO DE ESPECIALIDADE DIFERENCIADA – CARREIRA EXCLUSIVA DE ESTADO

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Em reunião em 14 de dezembro, em Brasília, o presidente da FEIPOL SUDESTE, Aparecido Lima de Carvalho, Kiko, e lideranças nacionais, interestaduais e estaduais de Policiais Civis, Federais, Agentes Penitenciários e Guardas Municipais, foram informados de que o presidente da Repúblicaimg-brasilia-2, Michel Temer decidirá pela manutenção ou não das Aposentadorias Especiais dos citados profissionais, que trabalham em situação de risco.

 As lideranças conversaram com o ministro da Justiça, Alexandre Morais, que se mostrou favorável à retirada dos referidos profissionais da PEC da Previdência, como já ocorreu com as Forças Armadas e Policias e Bombeiros Militares. O ministro encaminhou seu parecer ao presidente a quem caberá a decisão. Moraes pediu que as lideranças ajudem elaborar Projeto de Lei com as principais aspirações da categoria.

Os representantes dos trabalhadores policiais estão atentos, pois a PEC 287/16, que trata da Reforma da Previdência, pode ser votada ainda este ano na Câmara Federal para então seguir ao Senado. “É preciso manter a mobilização de toda a categoria para que direitos de uma instituição centenária não sejam usurpados”, alerta Kiko.

Na mensagem de final de ano aos policiais civis, o sindicalista, que é investigador aposentado e preside a Feipol Sudeste e o Sinpol da região de Campinas, disse que mais que desejar tradicionais boas festas e um ano novo de realizações, o importante é transmitir a satisfação de todos terem lutado muito por todas as carreiras da Polícia Civil.

Ele disse que, junto com outras entidades Nacionais, Interestaduais e Estaduais, mobilizou-se para não permitir absurdos que constam na PEC da Reforma da Previdência, como perder Aposentadoria Especial pela periculosidade do trabalho e ser obrigado a se aposentar aos 65 anos idade, quando a expectativa média de vida de quem trabalha em funções policiais no Brasil é 66 anos.

Lembrou-se que, especialmente, desde 25/11, todos se desdobraram para mostrar indignação e dizer que também Policiais não Militares, como é o caso dos Policiais Civis, Federais, Agentes Penitenciários e Guardas Municipais, não podem ser tratados como servidores públicos comuns, pois exercem funções de risco, diferentes das dos demais funcionários públicos.

Kiko disse que dia 7/12, em menos de 12 dias de mobilização, conseguiram organizar, em SP, a maior mobilização, nos estados, de Policiais Civis, ocupando rampa, corredores e plenário da Assembleia Legislativa. Cinco dias depois, estavam em Brasília, novamente com outras lideranças, para externar o posicionamento junto aos Deputados Federais e na reunião com o ministro da Justiça.

“Foi motivo de orgulho ter a palavra do Ministro de que nossa reivindicação é justa e ele deu parecer ao presidente da República, Michel Temer, que aliás, já foi Secretário de Segurança Pública no estado de SP, e a quem caberá decidir se todos os Policiais, sejamos nós Civis ou Militares, somos ou não iguais perante as Leis brasileiras.”, destacou Kiko.

Ele disse que todos devem continuar atentos e acompanhando tudo para que nenhum direito conseguido à duras penas seja retirado. Disse que acredita mais uma vez ter feito um bom combate e que isso foi possível graças a todos que efetivamente participaram. Para o sindicalista é importante todos continuarem unidos, participativos e mobilizando colegas que, por ventura, ainda não estejam engajados, pois não há vitória sem luta.

 Aparecido Lima de Carvalho finaliza com: “Estamos no caminho certo, parabéns a todos! Boas festas de fim e de início de mais um ano. Muito obrigado e a batalha segue em 2017!”