Estado se recusa a detalhar distribuição de novos Policiais Civis

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O governo do Estado de São Paulo se recusou a informar como será a distribuição regional dos 600 Investigadores nomeados em dezembro do ano passado, após questionamento feito pela assessoria de imprensa do Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista).

Mais uma vez a gestão João Doria (PSDB) falta com transparência no que diz respeito à Segurança Pública. “A distribuição dos policiais será definida após a conclusão do curso de formação e posse”, se limitou a informar a nota oficial.

Os nomeados iniciaram recentemente o curso na Academia de Polícia Doutor Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), com duração média de seis meses. Vale lembrar que eles tiveram que esperar por mais de um ano após aprovação em concurso iniciado ainda em 2018.

O déficit de pessoal na Polícia Civil é estimado atualmente em 14,4 mil profissionais. Com isso, os recém-nomeados no último mês de 2020 não cobrem nem 5% desse total.

Conforme dados do mês de novembro do ano passado, existiam 3,8 mil postos de Investigadores sem preenchimento, 3,2 mil de Escrivães, e mais de mil de Agentes Policiais.

O presidente do Sincopol, Celso José Pereira, lembra que o efetivo da Polícia Civil na Delegacia Seccional de Marília, composta por 14 cidades, sofreu uma redução de 15,4% na última década. “Não temos qualquer garantia sobre o percentual de pessoal que será nomeado para Marília entre os recém-nomeados. Falta absoluta de transparência”, comentou o sindicalista.

De acordo com Celso, a falta de pessoal é um dos principais fatores de sucateamento da Polícia Civil, junto com o arrocho salarial, falta de material, delegacias em péssimas condições e precarização das condições gerais de trabalho.

LEGENDA: Presidente do Sincopol, Celso José Pereira (Foto: Divulgação)