EM VISITA AO SINPOLSAN, DEPUTADO RECONHECE SUCATEAMENTO E GARANTE APOIO

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“Nossa polícia foi estrangulada, sucateada e perdeu a capacidade de exercer plenamente a sua função”. Esse foi o posicionamento do deputado federal, Luiz Flávio Gomes (PSB), ao ouvir as reivindicações do presidente do Sinpolsan, Márcio Pino, em relação às dificuldades enfrentadas pelos policiais civis. O parlamentar esteve na sede do Sindicato, nesta sexta-feira, para conhecer os anseios da categoria e entender as mudanças necessárias no setor de segurança pública da Baixada Santista.

No entanto, o encontro não ficou restrito aos agentes responsáveis pelo combate a criminalidade. Após demonstrar apoio e oferecer reforço à luta do Sinpolsan, Gomes também ouviu outras lideranças, no Sintraport. “Nosso foco foi, principalmente, as injustiças da Reforma da Previdência e o projeto de reestruturação da polícia civil. O deputado mostrou estar ao nosso lado e já votou desfavorável ao texto da reforma”, afirmou Pino.

A agenda do deputado do PSB em Santos também incluiu uma passagem pela filiada do SBT na cidade. Durante visita a emissora, Gomes concedeu entrevista demonstrando a sua preocupação com a falta de investimento no setor de segurança e garantindo apoio para a construção de um novo cenário. “Temos baixíssimo índice de investigação. Chega a apenas 10%, isso é um absurdo! Precisamos recuperar todas as carreiras”, afirmou, destacando seu posicionamento contrário sobre a Reforma da Previdência da categoria.

“Todos têm direito a uma previdência digna e isso faz parte da carreira do funcionalismo público de um modo geral”. Pino também enfatizou, aos jornalistas, a injustiça do governo ao propor um tratamento diferente aos policias em relação às forças armadas. “Estamos confiantes de que o deputado poderá nos ajudar, hoje ele faz parte da Comissão de Constituição e Justiça. Chega de sermos desvalorizados. Precisamos ter voz no Congresso Nacional”, disse o presidente do Sinpolsan.

Essa não é a primeira vez que o Sindicato recebe um parlamentar. Pino tem, constantemente, buscado colaboração para evitar que os agentes policiais continuem sofrendo com falta de estrutura, déficit de efetivo e baixos salários. Esse é apenas mais um capítulo de uma luta, que está longe do fim.