Aprovados em concurso da Polícia Civil fazem abaixo-assinado e Sincopol apoia

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Centenas de aprovados em concurso da Polícia Civil de 2017, há três anos, fazem parte de um abaixo-assinado com aproximadamente 2 mil adesões em que é reivindicado do Governo de São Paulo a convocação para ingresso na Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”. A iniciativa conta com o apoio do Sincopol (Sindicato Regional dos Policiais Civis do Centroeste Paulista).

Para assinar o abaixo-assinado, acesse www.bit.ly/familia757. O grupo organizado também mantém nas redes sociais a página Instagram.com/aprovados_investigador_sp2017. Ali são feitas diversas manifestações sobre a espera das nomeações.

O presidente da entidade sindical, Celso José Pereira, representa policiais civis de mais de 50 municípios da Delegacia Seccional de Marília, Ourinhos, Tupã e Assis. Entre os aprovados no concurso, estão inúmeros moradores da área de abrangência, que ao mesmo tempo conta com grande déficit de pessoal nas delegacias.

“Em fevereiro o Sincopol denunciou, após levantamento por meio da Lei de Acesso à Informação, que houve uma redução no efetivo da Polícia Civil em nossa área de abrangência de 20% entre os anos de 2013 e 2019”, afirmou Celso.

Dados do Defasômetro, mantido pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), indicam a existência de 13.609 cargos sem ocupantes na Polícia Civil paulista. A função de investigador é a que mais contabiliza cargos vagos, segundo dados de abril deste ano: são 3.666.

Dados levantados pelo Sincopol mostra que nas quatro Seccionais o número de investigadores caiu de 212 para 193 entre 2013 e 2019. A redução foi de quase 9% enquanto a população só vem aumentando, assim como o volume de trabalho.

“Somos 783 aprovados para o cargo de Investigador de Polícia de SP do concurso de 2017, aguardando a nomeação”, afirma a organização do grupo que preparou o abaixo-assinado. Eles afirmam quem “estão à disposição do Estado e da sociedade para início do curso de formação”.

“Deixamos nossos empregos, lares, alugamos imóveis e adquirimos equipamentos diante das diversas promessas do Governo do Estado de São Paulo. Portanto, não é responsável abandonar-nos”, dizem os aprovados.